domingo, 15 de fevereiro de 2009

BOLETIM DA EJA - FEVEREIRO 2009 - Nº 10




A ORIGEM DAS ESCOLAS DE SAMBA



" A primeira escola de samba nasceu no Estácio - portanto no asfalto e não no morro - fez a sua primeira aparição oficial no desfile da Praça Onze em 1929, chamava-se Deixa falar e surgiu como um "ato de malandragem".
A tradição da brincadeira de rua já existia há muito tempo no Distrito Federal (desde o entrudo e mais tarde, o Zé Pereira), mas sem nenhum tipo de organização musical. Foram justamente os blocos, ranchos e cordões que deram unidade musical a um desfile até então caótico.



As escolas de samba surgiram no Rio de Janeiro por volta de 1920. A crônica do carnaval descreve o cenário então existente na cidade de forma nitidamente estratificada: a cada camada social, um grupo carnavalesco, uma forma particular de brincar o carnaval. As Grandes Sociedades, nascidas na segunda
metade do século XIX, desfilavam com enredos de crítica social e política apresentados ao som de óperas, com luxuosas fantasias e carros alegóricos e eram organizadas pelas camadas sociais mais ricas. Os ranchos, surgidos em fins do século XIX, desfilavam também com um enredo, fantasias e carros alegóricos ao som de sua marcha característica e eram organizados pela pequena burguesia urbana.
CARNAVAL...
Por que não usar músicas como: samba, marchinha de carnaval entre outras, como recurso didático ?
Como chegar lá: Ponha a classe para ouvir temas instrumentais e canções e guie a análise dos conteúdos. Destrinchar a letra, contextualizar, identificar instrumentos, levantar dados sobre o compositor e comparar músicas de diferentes períodos e lugares são algumas das técnicas possíveis.
Dicas: Fique atento às músicas que os alunos ouvem, aos shows e aos cantores da moda. Eles são bons ganchos para as aulas.


E mais....
...revela os princípios morais, organizacionais e culturais das sociedades;
...tem um apelo maior que o texto, porque envolve os alunos emocionalmente;
...facilita a assimilação e a fixação dos conceitos;
...é uma linguagem universal, que desperta o interesse dos estudantes;
...proporciona a realização de uma viagem no tempo e no espaço;
...aguça a sensibilidade para a observação histórica;
...estimula a criatividade e a capacidade de expressão;
...abre um novo canal sensitivo, favorecendo um olhar mais amplo sobre os fenômenos.
Revista NOVA ESCOLA

MENSAGEM










SEJAMOS COMO O SOL QUE NÃO USA NENHUMA RECOMPENSA, NÃO ESPERA LUCROS, NENHUM ELOGIO E NENHUMA FAMA. SIMPLESMENTE BRILHA!

PLANEJAMENTO X FLEXIBILIDADE





Por mais bem fundamentado que seja o planejamento escolar, o professor precisa ter consciência de que alguns imprevistos podem surgir ao longo do ano letivo (e esses sinais não devem ser ignorados).

É importante que haja uma avaliação constante do processo de ensino, com o educador sempre alerta para diagnosticar obstáculos encontrados e medir o ritmo de avanço das atividades sobre os temas programados.


Os assuntos trazidos no dia-a-dia pelos alunos, como notícias da televisão ou dilemas pessoais e familiares, também precisam ter um tempo reservado para serem debatidos - se possível relacionando-os aos conteúdos curriculares, mas logicamente sem forçar conexões distantes. O cuidado de monitorar as aulas e o comportamento dos estudantes periodicamente é determinante para perceber a necessidade de pequenos ajustes, pausas, acelerações, mudanças de rota ou mesmo a retomada de algumas informações que não foram aprendidas de forma consistente pela turma.


O planejamento inicial é feito sem que o docente conheça seus alunos. É com a interação e com o próprio tato que o educador vai perceber o que vai manter ou não.


Benigna Freitas - Programa de Pós-Graduação (UnB).

BEIJA-FLOR ... UM POUCO DA SUA HISTÓRIA


A Beija-Flor nasceu em 25 de dezembro de 1948, durante uma festa de Natal. Um grupo de amigos de Nilópolis resolveu formar o primeiro bloco carnavalesco da cidade, que recebeu o nome de Beija-Flor em homenagem a um rancho que já existia com o mesmo nome.
Em 1953, o bloco Beija-Flor foi inscrito na Confederação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Surgia, então, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, que em 1954 já disputava o carnaval do Rio e levava o campeonato do Grupo 2, ganhando o direito de estar entre as grandes no ano seguinte. Sua passagem pelo grupo principal foi irregular, e alguns anos depois a Beija-Flor estava de volta ao Grupo 2.
Somente em 1974 a escola voltaria, definitivamente, à elite do carnaval carioca.

O samba enredo da Beija Flor
A cada época e lugar sentimos essa incontrolável necessidade de se relacionar com esse elemento da natureza. Nosso enredo é uma viagem pela relação entre a humanidade e a água. Mais do que um hábito de higiene, o banho reflete a história e o desenvolvimento cultural de um povo e suas crenças, a história do banho traça a trajetória da civilização.
Partimos de 3 mil anos atrás até a atualidade. Trazemos à tona esse longo banho, misturando as suas gotas, significados, símbolos e desejos, personagens anônimos e lendários que, através dos tempos, testemunharam as transformações ocorridas com esta prática e os rituais relativos à ela, bem como alguns aspectos imutáveis ao longo do tempo, que fazem do banho uma necessidade inquestionável e eterna.
Fonte:


O que posso trabalhar na minha disciplina ?
Em história /Geografia: Origem ao banho, Idade Média - Proibição ao banho, Banho de cheiro , etc

Ciências e matemática : Corpo limpo, corpo são, o banho vira moda. Números Romanos ...


Filosofia: Quem banha o corpo, lava a alma .
* Os rituais de diferentes tipos de banho também são práticas religiosas.
Artes/L portuguesa :Banho de cheiro, cantando no chuveiro ...



E aí, é só entrar no ritmo...

“No Chuveiro da Alegria, quem banha
o corpo lava a alma na folia!"

Águas do tempo
Fonte da vida purificação
No azul da fantasia mergulhei
Nas ondas da emoção
Lá no Egito começou o hábito de se banhar
Um ritual de prazer que conquistou a realeza
No Oriente imperou e os males da mente expulsou
Nas ervas o aroma renovou, nas termas a luxúria e o vapor
Chega a Idade das Trevas, o corpo se fecha, o sonho acabou
E o que dava prazer, virou pecado, o banho foi excomungado

As águas rolaram
As mentes lavaram, clareou!
O índio ensinou, o banho voltou
E o mundo se purificou

Renasce a esperança, toda corte é perfumada
A sujeira é disfarçada até que um francês descobriu
Corpo limpo, corpo são, o banho evoluiu
Banho de chuva, banho de cheiro oi...
Banho de felicidade, banho de gato amor
Relaxa e dá calor de verdade, banho de lua ou de sol
Na cachoeira ou no mar, Odoyá, Yemanjá
Oxum! A deusa do encanto, estende o seu manto
Aos orixás a nossa fé, quem banha o corpo, lava a alma
E toma um banho de axé!

No chuveiro da alegria
Salve! As águas de Oxalá, embala eu babá
Feito um rio de magia que deságua luxo e cor
Banhando o povo vem a Beija-Flor